Na CBN João Pessoa, Sexta de Música traz grandes sucessos de Raul Seixas

4 de julho de 2024 Off Por

Foto/Reprodução.

Nesta sexta-feira, 05 de julho de 2024, a CBN João Pessoa fará uma homenagem a Raul Seixas. No encerramento do CBN Cotidiano, a coluna Sexta de Música apresentará grandes sucessos do autor de Ouro de Tolo.

Na bancada com Carla Visani, vou destacar músicas dos quatro primeiros álbuns autorais de estúdio de Raul Seixas, lançados entre 1973 e 1976. A Sexta de Música começa às 16h45.

Vindo de uma passagem pela Jovem Guarda, Raul Seixas, no início da década de 1970, deixou de ser chamado Raulzito para se projetar como uma das grandes expressões do rock brasileiro.

O disco Krig-Ha Bandolo!, que o consagrou em 1973, não faz parte apenas das antologias do pop/rock nacional. É, com suas qualidades e seus defeitos, um dos discos fundamentais da nossa música popular.

Sou contemporâneo da explosão de Raul Seixas. Ouvi Krig-Ha Bandolo! com o entusiasmo da época e, logo em seguida, Gita. Mas não acompanhei sua trajetória com o interesse que tive pelos dois primeiros discos. Fui ouvi-lo de novo muito mais tarde. E já com o devido distanciamento.

Gosto de Raul sem concordar com alguns elogios que lhe são feitos. Não sou um admirador incondicional. Nem faço parte do grupo que o tem como um verdadeiro pensador, um filósofo.

Prefiro enxergar nele um rocker talentoso e inteligente que promoveu o encontro de Elvis Presley com Luiz Gonzaga (dois dos seus ídolos) e obteve êxito nesta mistura maluca e improvável.

Antes de Krig-Ha Bandolo!, Raul Seixas frequentou as paradas com uma música que já confirmava esta fusão. Era Let Me Sing, Let Me Sing.

Suas fontes eram de facílima identificação: de um lado, o rock primitivo dos anos 1950 e também as baladas da época; do outro, os ritmos nordestinos.

No meio, um certo mau gosto (alguns chamarão de brega), oriundo do seu vínculo com a Jovem Guarda. Ou da admiração por um lado bem popularesco da nossa canção.

Os ingredientes que Raul jogava em seu caldeirão sonoro levaram muita gente a considerá-lo genial. Um exagero. Ele era apenas suficientemente habilidoso para fazer a mistura e superar suas limitações.

Uma frase de Raul Seixas fala de quem ele era: “Finjo que sou cantor e compositor e todo mundo acredita”.