Impasse entre prefeito e Câmara provoca atraso no pagamento de prestadores em Campina

10 de junho de 2024 Off Por

Texto: Pedro Pereira

O embate entre o Executivo e o Legislativo em torno das suplementações orçamentárias que tramitam na Câmara dos Vereadores de Campina Grande chegou a um ponto crítico hoje. Em nota, a prefeitura afirmou que, por conta do travamento da pauta, prestadores de serviço lotados no Gabinete do Prefeito, na Secretaria de Obras, na Procuradoria Geral do Município e na Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) ficaram sem receber os seus salários.

No documento, o secretário de Finanças, Gustavo Braga, diz que “a prefeitura dispõe dos recursos financeiros, mas infelizmente está impedida de efetuar o pagamento da folha dos prestadores de serviços sem o devido lastro orçamentário”.

O impasse vai além das suplementações. Semanas atrás o prefeito Bruno Cunha Lima (UB) ingressou com uma ação na Justiça para barrar as Emendas Impositivas aprovadas pelos vereadores. O tema virou uma queda de braços desde o fim do ano passado.

Também na Justiça, a prefeitura questiona a falta de votação das suplementações, fazendo ampliar a crise política entre os dois lados.

Na última quarta-feira, durante sessão, o presidente da Câmara, Marinaldo Cardoso (Republicanos), tentou costurar um acordo para viabilizar a votação; mas sem sucesso.

Os oposicionistas pediram o fatiamento das suplementações, que somam R$ 90 milhões no total. Elas foram divididas em 23 projetos, que estão sendo analisados. Um deles, de R$ 1 milhão, seria referente ao pagamento dos servidores.

Ao Blog, Anderson Pila (PSB), vereador líder da oposição, observou que “os projetos de suplementações estão sendo analisados individualmente pelos vereadores”.